segunda-feira, 28 de novembro de 2011

Resenha | Confissões de um turista profissional

Confissões de um turista profissional 
Autor: Kiko Nogueira.
Páginas: 94.
ISBN: 9788563219435.
Editora: Novo Conceito.
Skoob

Sinopse:

Quem gosta de viajar, e viaja mesmo (isto é, não faz turismo pra inglês ver), sente uma vontade danada de falar a verdade sobre os lugares que visitou.
Coisas como: vale a pena todo aquele trabalho no Louvre para não ver a Monalisa? Existe algum lugar mais insalubre do que uma barraca de praia no Nordeste? Ou ainda: por que o Brasil precisa de mais uma obra de Oscar Niemeyer, o veterano arquiteto que deixa um rastro de concreto aonde quer que vá?
Mas falar essas coisas é, no mínimo, tornar-se um chato. Pois Jota Pinto Fernandes, alter ego de Kiko Nogueira, é o chato que vive em cada viajante.
Corajoso e desbocado o suficiente para dizer o que as agências e seu amigo que acabou de chegar de Nova York nunca falarão.
Escrito pelo ex-diretor da revista Viagem e Turismo e do Guia Quatro Rodas, da Editora Abril, Confissões de um Turista Profissional é uma leitura para quem quer olhar as lindas fotinhos no celular, na volta daquele pacote inesquecível, e pensar: “E não é que era isso mesmo...?”

Olá, leitores. Vamos viajar um pouco por vários lugares do mundo? Mas que tal ler antes um pequeno livro com crônicas sobre as verdadeiras coisas que nos aguardam em nossos destinos?

Jota Pinto é o pseudônimo de Kiko Nogueira e vai nos contar sobre as coisas que você normalmente não ouvirá de um guia turístico ou de um agente de viagem. Se o seu destino for Paris, não vá aos museus. Este é um conselho que Jota oferece. Mas se você for teimoso e se arriscar a enfrentar a longa espera para observar a obra de arte mais famosa do museu, a Monalisa, saiba que seu tempo será de pouco segundos antes de alguém de empurrar para poder observá-la também. E sem falar ainda das filas para conhecer a Torre Eiffel.

Mas não são só os destinos no estrangeiros que são revelados pelo sarcástico, debochado e várias vezes engraçado Jota Pinto. O Brasil não escapa. Vocês sabiam que o governo já ofereceu um curso de inglês para as "meninas" da Vila Formosa devido ao aumento do turismo americano? 
"É um sinal de esquizofrenia, para dizer o mínimo. A ministra na época, Marta Suplicy, sinalizou que uma de suas maiores bandeiras seria o combate ao turismo sexual. Então, como é que no cartão-postal do país as profissionais são treinadas para atender melhor?" Pág. 14.

As crônicas são curtinhas, mas várias delas carregadas de sarcasmo, ironia e piadas, fazendo do livro uma leitura leve. E por ele ser bem curtinho, rapidamente chegamos ao fim. Jota nos mostra as pequenas diferenças entre viajantes, turistas e mochileiros. Gostei dos "esclarecimentos" sobre algumas gafes, o que podemos fazer para curtir melhor os locais que visitamos, os cuidados que temos de ter para não sermos enrolados. E, sim, podemos muito bem pedir um autógrafo se virmos um famoso andando por algum desses lugares, mas claro, não podemos ser histéricos! E use o "portunhol", ele pode te salvar numa conversação.

Fiquei com vontade de viajar depois de ler haha.
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