Se você gosta de ação, estratégia, política e distopia, saiba que a Galera Record nos brindou com Brilhantes, vamos falar sobre ele?
Brilhantes
esclarece na primeira página, o motivo pelo qual o livro tem este
título. Um trecho do Editoral do The New York Times de 1986 dá
conta de um estudo informando que a cada hora, em todo o mundo,
nascem pessoas “Brilhantes”. Essas pessoas, dotadas de
extraordinária inteligência. Que até a década de 80 só nasciam
uma a cada geração, agora estão nascendo centenas, talvez milhares
a cada dia. O jornal, ainda em 1986 já questionava “o que vai
acontecer quanto estas crianças crescerem?”.
O
autor inicia o livro propriamente dito, dando uma resposta a essa
pergunta. O mundo ficaria (e está) a beira de um colapso. Brilhantes
durante anos usaram de sua inteligência fora do comum, enriquecendo
rapidamente. Tendo vantagens de toda ordem. Um deles se tornou o
homem mais rico do mundo. Sua percepção sobre o mercado de ações
fez com que a Bolsa de Nova York praticamente quebrasse e teve de ser
fechada pelo Governo para ter uma reestruturação “a prova de
Brilhantes”.
Inicialmente,
os Brilhantes são bem recebidos e celebrados. Uma dádiva para cada
família. Contudo, com o crescimento exponencial a população média,
ou seja, a população dotada de uma inteligência regular, começa a
ficar incomodada com os feitos desses pequenos gênios. Inicia-se
assim um monitoramento sobre esses cidadãos e quando o mundo se vê
fortemente ameaçado.
A
repressão aos Brilhantes se intensifica, e é neste contexto que o
nosso protagonista, Nick Cooper é apresentado. Ele é um Brilhantes,
ou “anormal”, como agora são chamados os Brilhantes. E é tido
como traidor pelos outros Brilhantes já que ele atua para o
Departamento de Análise e Reação, setor governamental responsável
por fiscalizar cidadãos Brilhantes e caçar os que demonstrarem ser
terroristas.
Como
vilão, temos John Smith, um Brilhante que é o mestre da estratégia,
considerado um dos Brilhantes mais inteligentes dos já encontrados.
Smith é um terrorista habilidoso que matou mais de 70 pessoas
(inclusive uma criança) a sangue frio, dentro de um bar em
Whashington. Agora caçado, Smith tem seu exército de Brilhantes,
que acreditam que não devem se submeter a ordem da população
comum.
O
livro é divido em duas partes, mas não convém dizer o nome delas
já que seria um spoiler. Basta dizer que Cooper recebe, agente mais
competente do Departamento de Análise e Reação ficará, como
dizemos popularmente “entre a cruz e a espada”.
Markus
Sakey aborda a narrativa em terceira pessoa, e introduz
constantemente o pensamento do protagonista no texto, principalmente
durante conversas. Como o pensamento dele é narrado em primeira
pessoa isso deixa o leitor muito próximo do protagonista. E apesar
dele ser bem fácil de detestá-lo no início, esse elemento traz
carisma a personagem. A leitura é muito fluída e gostosa.
Agora,
falando da parte física do livro, ele é muito bonito, a arte da
capa é muito interessante, representando um mapa – que eu presumo
ser de Whashington –, em alto-relevo. A diagramação é excelente
o que facilita muito a leitura das mais das suas quase 500 páginas.
Em
relação as críticas, em sua contra a capa o livro tem nada mais
nada menos que cinco citações e ressalto a de Gillian Flynn autora
de Garota Exemplar.
Um mundo espetacular. Política, preconceito e revolução se misturam e vão fazer pensar.
Ou seja, se vocês ainda não tem este livro na lista, podem colocar logo, não deixem de ler esse livro. Acompanhado de Perdido em Marte, (que postarei a resenha logo, logo) é um dos melhores livros que já li.

Autor: Macus Sakey.