Bem, então quando comecei a ler Dois garotos se beijando eu não sabia que encontraria uma história com uma narrativa tão diferente das que a gente encontra por aí. Mas era algo que eu já deveria esperar, uma vez que David Levithan sempre busca surpreender em seus livros.
Em Dois garotos se beijando, David vai narrar as trinta e duas horas de um beijo, no pátio de uma escola, que pretende não só bater um recorde mundial mas também servir como um alerta. Enquanto os meninos estão se beijando e o mundo inteiro vai tomando consciência do beijo através de uma transmissão ao vivo pela Internet, outros garotos nas proximidades da escola vão vivendo seus pequenos e grandes conflitos particulares.
(...) A liberdade não é só uma questão de votar e casar e beijar na rua, embora todas essas coisas sejam importantes. A liberdade também é uma questão do que você vai se permitir fazer.
Página 10.
Tem o garoto que acredita ter nascido no corpo errado e teme se vão compreendê-lo quando contar. Tem o garoto cujo melhor amigo está sempre em sua casa, convivendo com sua família que não diz em voz alta mas sabe quem ele é. Também tem o garoto que não vê nada de mau em ser gay, em ter suas fantasias. Exceto se sua família for extremamente preconceituosa. E tem o garoto que é discreto, acredita que não dá sinal algum de ser, e não entende o que fez pra merecer o que lhe aconteceu lá.
A narrativa é feita em primeira pessoa do plural no presente. A princípio causa uma certa estranheza, porque a gente não sabe quem eles são a não ser pelo fato que existiram e deixaram um legado para os jovens de hoje em dia. Os narradores não estão nas histórias dos garotos, mas compreendem a importância do beijo e entendem as atitudes que os outros tomam e gostariam de poder influenciá-los porque têm experiência.
Eles também nos contam sobre seus problemas, suas dores, as dificuldades pelas quais passaram pra que se aceitassem e os aceitassem. As drogas, as doenças. Tudo. Os narradores são humanizados.
David mostrou muitas facetas da vida dos garotos neste livro que podem levar muita gente, se tiverem um pouco da mente aberta, a compreender que não importa onde ou quem você seja - você não é diferente de ninguém. É alguém que vai chorar quando tocarem na sua ferida, é alguém que vai ligar o foda-se se ousarem tentar tocar na sua ferida.
Os narradores
A narrativa é feita em primeira pessoa do plural no presente. A princípio causa uma certa estranheza, porque a gente não sabe quem eles são a não ser pelo fato que existiram e deixaram um legado para os jovens de hoje em dia. Os narradores não estão nas histórias dos garotos, mas compreendem a importância do beijo e entendem as atitudes que os outros tomam e gostariam de poder influenciá-los porque têm experiência.
Eles também nos contam sobre seus problemas, suas dores, as dificuldades pelas quais passaram pra que se aceitassem e os aceitassem. As drogas, as doenças. Tudo. Os narradores são humanizados.
Concluindo
David mostrou muitas facetas da vida dos garotos neste livro que podem levar muita gente, se tiverem um pouco da mente aberta, a compreender que não importa onde ou quem você seja - você não é diferente de ninguém. É alguém que vai chorar quando tocarem na sua ferida, é alguém que vai ligar o foda-se se ousarem tentar tocar na sua ferida.
(...) O amor é tão doloroso; como podemos desejar para alguém? E o amor é tão essencial; como podemos atrapalhar o progresso dele?
Página 15.

Autor: David Levithan.
Tradução: Regiane Winarski.
Editora: Galera Record.
Páginas: 224.
ISBN: 9788501102096.
Classificação: 4/5.
Capítulo do Livro
Skoob
Comprem o livro: Nobel | Submarino | Saraiva.
Tradução: Regiane Winarski.
Editora: Galera Record.
Páginas: 224.
ISBN: 9788501102096.
Classificação: 4/5.
Capítulo do Livro
Skoob
Comprem o livro: Nobel | Submarino | Saraiva.