Autora: Marie Lu.
Tradução: Ebréia de Castro Alves.
Editora: Rocco Jovens Leitores.
Páginas: 304.
ISBN: 9788579802089.
Classificação: 4,5/5.
Capítulo do Livro
Skoob
Sinopse:
No emocionante desfecho da trilogia Legend, June ocupa uma posição privilegiada no governo e Day trocou a alcunha de criminoso mais procurado do país pela de herói nacional. Mas quando tudo parece conspirar a favor da paz, a ameaça da guerra ressurge na forma de um vírus mortal que começa a espalhar o pânico entre as colônias. Em Champion, a vida de milhares de pessoas está novamente nas mãos de June, a menina-prodígio da República. Mas salvá-las significa também enfrentar novos desafios e exigir novos sacrifícios de seu amor. O livro chega ao Brasil pelo selo Rocco Jovens Leitores, que relança também os dois primeiros volumes da série, Legend e Prodigy.
Essa resenha provavelmente possui pequenos comentários que podem ser spoilers dos livros anteriores. Se vocês não leram Legend e Prodigy, prossigam com isso em mente. Mas me contive o máximo possível pra não atrapalhar as surpresas que o livro Champion guarda.
Porque é muito difícil comentar sobre o último livro de uma série ou trilogia que eu gosto bastante. Dá vontade de falar sobre tudo. O que me empolgou, emocionou e o que eu queria que tivesse acontecido diferente.
Em Champion, uma guerra está prestes a acontecer, ameaçando o período de paz que elevou June e Day às posições que agora eles ocupam perante o povo da República. Um novo vírus surgiu e as Colônias acusam a República de criá-lo e exigem dela uma cura imediata. O eleitor terá de recorrer a Day e precisará que June interceda para ajudá-lo, colocando os dois frente a frente.
Legend é uma distopia que tem uma presença militar muito forte. Marie Lu conseguiu mesclar de forma interessante as estratégias políticas e militares para dar o tom necessário à ameaça oferecida pelas Colônias. Numa das passagens, compreendemos as diferenças que existem entre o antigo EUA e os outros países do mundo.
Se vocês esperam encontrar um romance exagerado, talvez até meloso, sinto tirar essa expectativa. A trilogia nunca foi por esse caminho, embora Marie Lu desenvolva a afetividade dos personagens em meio a um ambiente hostil.
- Bilhões de pessoas vão nascer e morrer neste mundo - continua ele suavemente -, mas nunca haverá alguém como você.
Página 176.
Uma das minhas preocupações quanto ao relançamento da trilogia pela editora Rocco era se eles manteriam o padrão que a Prumo estabeleceu ao lançar os dois primeiros; minhas edições são da Prumo. A Rocco não só manteve como deu um up bacana. As capas ganharam uma nova tonalidade e textura soft touch e a diagramação interna segue o padrão "manchado" dos anteriores.
Foi um final muito bom. O prato cheio vem nos capítulos finais e no epílogo, onde Marie Lu faz uma escolha curiosa para definir o futuro de forma emocionante para seus personagens.
Sem emoção, qual o sentido de ser humano?
Página 150.
